Aplicativo Strava mostra as principais rotas utilizadas pelos ciclistas no mundo

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A imagem acima mostra as principais rotas utilizadas pelos ciclistas de Joinville que utilizam o aplicativo Strava. Em Joinville é possível ver claramente que a Rua João Colin e a Av. Santos Dumont são muito utilizadas pelos ciclistas que usam o Strava. Os dados poderiam ser usados para justificar a criação de ciclo rotas e implantação de ciclovias / ciclofaixas na cidade. No site da Strava também é possível ver dados de 77,688,848 pedaladas registradas pelo mundo.

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Caminhões a serviço da Prefeitura estacionados sobre calçada e ciclofaixa

Na última 6ª feira (14/03/14), pela manhã, dois caminhões a serviço da Prefeitura de Joinville foram flagrados estacionados sobre a calçada e sobre a ciclofaixa, em frente à antiga sede da prefeitura, na rua Max Colin. O fato foi registrado em vídeo por Christian Bueno, que vive em Joinville e também é ciclista, mas que na ocasião estava de carro, pois sua bicicleta estava quebrada.

“Quase todos os dias pela manhã quando passo pela esquina das ruas Max Colin, e Dr. João Colin, eu presencio o desrespeito de caminhões a serviço da Prefeitura Municipal de Joinville, que estacionam tanto na calçada quanto na ciclofaixa, dificultando o ir e vir de pedestres e ciclistas, enquanto eles descarregam mercadorias na antiga prefeitura da cidade. Nesse dia eu resolvi documentar este desrespeito, esperando que alguma providência seja tomada, não só nesse ponto da cidade, mas em vários outros lugares onde os maiores do trânsito (caminhões e carros) se aproveitam de seu tamanho para se impor sobre os menores, em faixas de pedestres que não são respeitadas, calçadas que não são acessíveis, ciclofaixas que são utilizadas por carros para ultrapassar outros veículos, e outros exemplos de desrespeito não só ao direito de ir e vir, como o da vida.”, afirma Bueno.

É comum vermos automóveis estacionados sobre ciclofaixas, ciclovias, e até mesmo calçadas de pedestres. Infelizmente a maioria dos motoristas não conhece o Código de Trânsito, por falhas do Detran e dos Governos Estaduais. O que é inadmissível é vermos veículos oficiais ou veículos a serviço do poder público fazendo isso. Os órgãos públicos têm o dever de dar o exemplo e respeitar a legislação. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal 9.503), estacionar um veículo motorizado na ciclovia ou ciclofaixa é infração grave, sujeita a multa e guincho, pois coloca em risco a vida do ciclista:

Art. 181. Estacionar o veículo:
(…)
VIII – no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – remoção do veículo;

A dúvida que fica é: quando um motorista a serviço da Prefeitura Municipal comete um crime de trânsito como este, ou mesmo um policial, como também ocorre, quem deve cumprir a Lei e mandar remover o veículo?

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NOTA DE REPÚDIO CONTRA O ATO DA POLÍCIA MILITAR E A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

O grupo BICICLETADA JOINVILLE, enquanto movimento em prol da mobilidade urbana e uso de transportes mais humanos e sustentáveis, atua também para criar novas relações do cidadão com o transporte nas cidades, o que inicia com novas visões. E como tal, não podemos ficar indiferentes frente às lutas populares quando o assunto é mobilidade urbana e quando as reivindicações dos movimentos sociais se assemelham às nossas reivindicações enquanto movimento político/social.
No dia 22/01/2014, uma ciclista joinvilense a caminho de casa entrou em um ônibus com sua bicicleta. O fato gerou reação violenta da Polícia Militar, que agrediu a ciclista e outros cidadãos que estavam presentes. Conforme o relato do cinegrafista que registrou o ocorrido:
“Logo depois que havia acabado a manifestação, ocorreu o fato de uma garota que tinha entrado no ônibus com uma bicicleta. O motorista foi contra e chamou a polícia e o fiscal, mas com a ajuda dos manifestantes e dos passageiros, o ônibus foi liberado, mais logo que o ônibus se afastou do terminal, a polícia veio e parou o ônibus, e botou as garras de fora, eles vieram com toda sua arrogância e tentaram tirar a bicicleta, tirando o fato que todos os passageiros tinham concordado com a bicicleta dentro do ônibus, mas não adiantou nada, eles vieram com toda a sua violência e prenderam um cara que apenas estava apoiando o direito da garota … o momento da agressão é às 9:20min do vídeo”. (https://www.youtube.com/watch?v=0EwLrR1Lc3g)
O caso aconteceu após uma manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, que foi reajustada este mês para R$ 3,00 (R$ 3,40 se comprada durante a viagem), quando deveria custar R$ 1,86 se fosse reajustada segundo a inflação acumulada desde 1996. Pessoas foram retiradas do ônibus à força por policiais militares e houve uma discussão com manifestantes que interviram a favor delas. Um policial chegou a abraçar um cidadão e disse em seu ouvido: “Eu te amo, mas eu te mato!” O que deve ser caracterizado como crime de ameaça. O fato está registrado em vídeo e disponível na internet no link abaixo e pode ser percebido aos 0min 55seg do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=H4FgSehCizA&hd=1
É preciso lembrar que a integração entre os meios de transporte está prevista na Constituição Federal Brasileira (Lei 12.587, 03/01/2012; Art. 1º): “A Política Nacional de Mobilidade Urbana é instrumento da política de desenvolvimento urbano (…) objetivando a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no território do Município.”
                                            bike metro dois
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A Nova Lei de Mobilidade Urbana tem como princípios a acessibilidade e a equidade do uso dos espaços urbanos e, como diretrizes, a prioridade dos meios de transportes não motorizados sobre os meios motorizados e a integração de modais, garantindo ao cidadão um transporte menos desigual e inclusão social.
Levar bicicletas dentro de transportes coletivos é comum em cidades dos países ditos “desenvolvidos”, e em algumas cidades do país, tal como São Paulo com o transporte de bicicletas dentro do Metrô. Mas em Joinville, como na maioria das cidades brasileiras, isso não acontece, por conta de um sistema de transporte coletivo insustentável e antidemocrático.
                                              bike metro
                                              bike trem
Em 2012, durante as audiências públicas para a licitação do transporte coletivo em Joinville, a questão da integração modal (transporte de bicicletas dentro dos ônibus) foi levantada pela sociedade civil, e prontamente descartada pelo Instituto de Planejamento Urbano de Joinville (IPPUJ), órgão da Prefeitura Municipal. O processo licitatório não foi concretizado.
As empresas Gidion e Transtusa exploram de forma monopolista o transporte coletivo de Joinville há 50 anos, dentre estes, 15 anos na ilegalidade. A Constituição Federal de 1988 determina que a contratação de serviços públicos deve ser realizada mediante licitação. Porém em 1998, dez anos depois, o então prefeito Luiz Henrique da Silveira – partidário de Udo Döhler – ignorou a Constituição e renovou a concessão das empresas de transporte com aval da Câmara de Vereadores.
Serviços prestados ao município por empresas privadas caracterizam uma Concessão Pública. De acordo com a Constituição, o serviço destas empresas deve se submeter ao Controle Social, ou seja, o controle de sua forma de execução de acordo com o que a sociedade civil julga como necessário. Infelizmente isso ainda não acontece, o que demonstra uma grande falta em relação à consolidação de uma sociedade democrática.
O ato truculento da Polícia Militar contra uma ciclista que pretendia transportar sua bicicleta dentro de um ônibus não é admissível em um Estado que se diz democrático. A situação de um transporte que por função deve ser coletivo, em que os usuários não podem decidir se uma bicicleta pode ser transportada de um ponto a outro na cidade demonstra-nos quão frágeis são os limites dos direitos individuais e coletivos que temos em nossa cidade.
É possível afirmar que a corporação da Polícia Militar, que é mantida com recursos públicos, faz um tipo de “segurança privada” das empresas de transporte, desvirtuando sua real função que é combater o crime sob a luz da legislação e garantir os direitos civis dos cidadãos, ao invés de repreendê-los. Quem perde somos todos nós cidadãos, ciclistas e não ciclistas, usuários de transporte coletivo ou não usuários.
BICICLETADA JOINVILLE
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Estamos aqui e estamos nos mexendo!

Olá pessoal,

como devem lembrar em 2012 entregamos para todos os candidatos à prefeito uma carta compromisso resultante de uma pesquisa pública que fizemos pela Internet com ciclistas de Joinville. De todos os candidatos, incluindo o atual Prefeito, Udo Dohler do PMDB, somente candidato Kennedy Nunes do PSD não assinou e fez devolutiva do documento.

Os seis primeiros meses da gestão estão terminando e nós estamos nos mexendo para lembrar o prefeito do compromisso firmado em 2012. Estamos nos organizando para dialogar com o legislativo e executivo sobre a mobilidade urbana na cidade de Joinville.

Fique atento e venha participar nos nossos pedais mensais para participar das conversas.

Leia o Relatório da Pesquisa Ciclistas e as Eleições em Joinville e a Carta Compromisso (Assinatura).

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TV Folha percorre SP de bike para entender relação entre ciclistas e motoristas

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Cuidado! Respeite o ciclista!

No dia 13 de Março Ely Diniz escreveu um texto que me deixou desconfortável por colocar o ciclista como responsável das agressões que sofre no trânsito. De fato, como levanta Ely em seu texto, a falta de educação sobre as leis de trânsito e os mecanismos de fiscalização precários fazem com que, não somente ciclistas, mas também pedestres e motoristas cometam diversas infrações, porém é preciso tomar cuidado para não generalizar culpando quem geralmente é vítima.

Quando Ely fala da Europa, provavelmente deve se referir a cidades que estão há décadas implantando a ideia da bicicleta como transporte de pessoas. Exemplos são Copenhague, Amsterdã, Barcelona, Londres, também Portland, San Francisco, Nova Iorque e Bogotá. Porém, é importante lembrar que essas cidades passam por uma mudança de longa data, que mal começou por aqui.

Nessas cidades, os ciclistas pedalam com mais segurança. De fato, isso irá ocorrer em qualquer lugar que forneça infraestrutura, educação e fiscalização eficientes. Também nessas cidades, os motoristas tratam os ciclistas com respeito, dividindo a rua de forma pacífica. Em regiões centrais as velocidades máximas permitidas geralmente variam entre 20 e 30 km/h, o ônibus respeita o ciclista que está na sua frente, há sinalização que indica quando o ciclista tem a preferência na via, existe uma infraestrutura viária destinada para esse modal.

Na Cidade das Bicicletas, a história é diferente. É comum motoristas agredirem moralmente os ciclistas com gritos para fora dos seus carros: “Sai da rua!”, “Vai para a calçada!”, “Vai morrer heim!”, é comum receber uma “buzinada” se você está pedalando dentro da lei e para junto à fila de carros no sinal. Existem motoristas que ultrapassam em alta velocidade e prensam o ciclista contra o meio fio. As faixas de ônibus foram mal projetadas [1], fazendo com que o ciclista seja obrigado a pedalar na calçada ou no meio da rua.  Apesar do Código de Trânsito Brasileiro [2] ter artigos que tratam de boa parte dessas agressões, nenhum deles é fiscalizado. Fica claro que, apesar de algumas ações, as autoridades não estão sendo eficientes em planejar, educar e fiscalizar, fazendo com que a população não veja a bicicleta como um meio de transporte.

Quando questionamos [3] os ciclistas que desrespeitam a lei pedalando sobre a calçada ou na contramão, a resposta é sempre a mesma: “medo da agressividade no trânsito”, “ver a ameaça de frente caso ela venha”. Essas são péssimas práticas, na verdade colocam as pessoas em risco, mas são utilizadas por quem vê nelas a falsa sensação de segurança para pedalar nas ruas.

Como cidadão joinvilense que faz uso da bicicleta como meio de transporte, concordo com você, Ely, precisamos de campanhas educativas, tanto para ciclistas como para motoristas e pedestres. Vejo ainda, a necessidade da criação de um projeto de cidade a longo prazo, de iniciativas que favoreçam a adoção da bicicleta e do transporte coletivo. Vejo a necessidade de rigorosa fiscalização da lei de trânsito, que atualmente parece estar esquecida. O fato é que se tivéssemos bom senso e respeito pela vida do próximo não precisaríamos dessas leis. Enfim, eu gostaria de ver a cidade do objeto bicicleta se tornar, de fato, a cidade dos ciclistas.

Por Alan Rafael Fachini, escrito em resposta ao artigo “Cuidado! Olha a bicicleta!” de Ely Diniz no dia 13 de março de 2013 para o Jornal ANotícia.

[1] Com exceção da rua São Paulo, onde existe uma ciclofaixa ao lado da faixa do ônibus, mas somente em metade da rua.

[2] Código de Trânsito Brasileiro. De forma resumida, alguns de seus artigos em relação à bicicleta: Deixar de guardar a distância lateral de 1,5 metros ao passar ou ultrapassar ciclista é infração média com multa (Art. 201), deixar de reduzir a velocidade do veículo ao ultrapassar o ciclista é ingração grave com multa (Art. 220), o carro deve dar preferência de passagem ao ciclista (Art. 214), colar na traseira do ciclista ou apertar ele contra a calçada é infração grave (Art. 192), ameaçar o ciclista com o carro é infração gravíssima, passível de suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo e da habilitação (Art. 170), conduzir montado na bicicleta na calçada é motivo para multa e apreensão da bicicleta. (Art. 255).

[3] Pesquisa pública realizada em Agosto de 2012 com cerca de 260 ciclistas joinvilenses.

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Auto-escolas de Joinville precisam rever seus planos de aula …

… pois os motoristas continuam achando que ciclofaixas são estacionamento. Alguns deles:

Art. 181. Estacionar o veículo:

VIII – no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:

Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – remoção do veículo;

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